
O meu contributo artístico para o projecto microart assenta na ideia de
"leitura táctil". Trata-se, antes de mais, de associarmos o corpo - (o
corpo-apenas-sensação) - ao conceito de leitura.
Pensemos, pois, na leitura como num movimento cadenciado, como no
atravessamento dos sentidos, como numa viagem através de um espaço
imaginário e (en)corpo-r(iz)ado, como num tempo devotado à relação e
ao contacto. Con-tacto: com a obra, com o autor, com a memória, com o
desejo, proporcionados pela sensação real, de que o tacto - enquanto
sentido - é veículo.
Livro escolhido: "Le Pli, Leibniz et le Baroque"; Gilles Deleuze; Collection
Critique; Les Editions de Minuit, Paris 1988

Se
alguma coisa há que Pintura e Farmácia tenham em comum é certa
alquímia:
certa manipulação orientada da substância, certa combinatória
de
elementos encantados, certa produção da fórmula (e da forma),
certa
(pretensa) descoberta da solução terapêutica...