
Arte em máquinas automáticas
"(...)Imagine que quer comprar uma obra de arte e que, em vez de se dirigir a uma galeria,
procura uma máquina de venda automática. Introduz então cinco moedas de 100$00, e
adquire uma caixinha, do mesmo formato de um maço de cigarros. Lá dentro, estará uma
peça única, numerada e assinada por um artista. È este, no fundo, a base do projecto
microart, que é hoje lançado em Lisboa. (...)"
"(...)Alguns artistas tomaram um livro como referência, e trabalharam a
partir dessa história ou dessa tese. Outros apenas se referem ao objecto livro: há borrachas,
por exemplo, há pacotinhos feitos de páginas de livros antigos atadas. Há obras ilustrativas
e obras conceptuais, obras que apenas se debruçam sobre o facto da página fechada que se
pode abrir, mesmo que não contenha texto algum. Houve quem fizesse cem obras diferentes
e houve quem fizesse quatro ou cinco obras que se podem multiplicar por "n" exemplares.
Contudo, uma ideia emerge do conjunto: a miniatura, o que também se refere á história
do livro.(...)"
In Público, Abril 2000

Um salon em Lisboa
"(...) De facto a carreira artística não passa hoje pela apresentação individual em
Salões de artes plásticas, mas por outros circuitos que incluem, ou o trabalho tão
regular quanto possível com uma galeria assim que se sai da escola, ou a inserção em
iniciativas de carácter paralelo e autónomo, onde a vontade de subverter este sistema
é muito nítida. Refira-se a titulo de exemplo destas últimas, a recente "Microart",
em que um grupo de jovens artistas decidiu disponibilizar a sua obra em máquinas de
venda automática.(...)"
In Público, Agosto 2000