Inês Marques
                     Nasceu em Lisboa no ano de 1976.
                     Frequenta o 5º ano do curso de escultura da F.B.A.U.L.

                     Os atlas são desde sempre testemunhos por excelência do
                     conhecimento do mundo, livros maiores, onde se fundem
                     palavrae imagem, geografia e imaginação. Para cada um de nós,
                     desde a infância, folhear um atlas é ver o planeta de cima,
                     é acelerar o tempo e condensar o espaço. È ter uma ideia
                     da imensidão do mundo e da pequenez e diversidade dos seus
                     habitantes. Mas folhear o atlas é também viajar com os olhos.
                     É determo-nos aqui e ali nos mapas que preechem as grandes páginas.
                     Em cada caixa há um mapa imaginado.
                     Um mapa imaginado forja uma realidade e fixa uma geografia interior.
                     Nestas plaquinhas, que cabem dentro da mão, estão ilhas, pequenos
                     territórios isolados, um resto de espaço imaginado para onde fugir...
                     um pequeno refúgio, como pode ser um livro.