
Os atlas são desde sempre testemunhos por excelência do
conhecimento do mundo, livros maiores, onde se fundem
palavrae imagem, geografia e imaginação. Para cada um de nós,
desde a infância, folhear um atlas é ver o planeta de cima,
é acelerar o tempo e condensar o espaço. È ter uma ideia
da imensidão do mundo e da pequenez e diversidade dos seus
habitantes. Mas folhear o atlas é também viajar com os olhos.
É determo-nos aqui e ali nos mapas que preechem as grandes páginas.
Em cada caixa há um mapa imaginado.
Um mapa imaginado forja uma realidade e fixa uma geografia interior.
Nestas plaquinhas, que cabem dentro da mão, estão ilhas, pequenos
territórios isolados, um resto de espaço imaginado para onde fugir...
um pequeno refúgio, como pode ser um livro.